GDF flexibiliza regras sobre corte de cabelo em escolas militarizadas

A Secretaria de Educação quer flexibilizar as regras de corte de cabelo dos estudantes das escolas militarizadas no Distrito Federal. A pasta também pretende suavizar as normas para assessórios e tatuagens. De acordo com o secretário de Educação, João Pedro Ferraz, a decisão tem dois motivos: respeitar a identidade do aluno e avançar com a popularização da gestão compartilhada com a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros.

“Flexibilizamos as regras para o corte de cabelo. A decisão está tomada e em andamento. Se o aluno estiver com cabelo grande e tiver que participar de um evento com boina, por exemplo, basta amarrar o cabelo. Da mesma forma como as mulheres fazem. Acabou a atividade, solta o cabelo e vai ser feliz”, comentou Ferraz.

Atualmente, não há regra definida para a apresentação dos estudantes dessas unidades. No entanto, o rigor do modelo era uma referência direta e indireta no cotidiano compartilhado. Neste contexto, a Secretaria de Educação vinha recebendo questionamentos sobre eventuais cobranças de cortes de cabelo dos matriculados.

“Estavam nos questionando se o modelo não estaria invadindo a identidade do aluno. Em segundo lugar, a gente tem um projeto muito bonito na gestão compartilhada. Vai dar certo. A comunidade quer. E, por conta desses detalhes, ela enfrenta alguma resistência”, argumentou o chefe da pasta.

A revisão das regras foi bem recebida pelo secretário de Segurança Pública, Anderson Torres. “A reavaliação de algumas particularidades das regras das escolas de gestão compartilhada faz parte de uma rotina de análise desse processo de implantação, visando possibilidades de aprimoramento e que envolve o trabalho conjunto de equipes das secretarias de educação e de segurança pública. O estudo da flexibilização do corte de cabelo dos alunos está dentro desse contexto”, ponderou.

Nesta quinta-feira (03/10/2019), a pasta da Educação também formalizou a criação de um grupo de trabalho para implementação e monitoramento das ações relacionadas à gestão compartilhada nas unidades em que o modelo já foi implementado. A portaria foi publicada no Diário Oficial do DF (DODF).

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