“Presidente é que vai decidir”, diz Eduardo sobre Partido Militar

Alvo de processo de suspensão no PSL, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) comentou, neste domingo (03/11/2019), a possibilidade de migrar para o Partido Militar Brasileiro, cuja criação está sendo articulada pelo deputado Capitão Augusto (PL-SP). Segundo ele, a decisão vai ser do pai, o presidente Jair Bolsonaro (PSL).

“O que o presidente determinar eu vou seguir”, declarou. Atualmente, o PSL vive uma briga interna entre aliados da sua família e parlamentares ligados ao presidente nacional da legenda, Luciano Bivar. Segundo o congressista, a tendência é de que ele, seu pai e seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), deixem o partido.

“As possibilidades estão todas abertas, até mesmo a permanência no PSL caso a gente consiga acalmar os ânimos ali dentro. Mas acho que o mais provável é a não permanência”, declarou. Eduardo já foi inclusive notificado pela Executiva Nacional para apresentar sua defesa no processo de suspensão.

“Ainda que por ventura venhamos a sair, é bom sair tentando dialogar, ver se acha um termo comum para que isso seja o menos traumático possível”, declarou o parlamentar.

Marielle Franco
Eduardo afirmou ainda que “é a Globo quem tem que se explicar” quanto ao caso do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSol) e do motorista Anderson Gomes. Ele comentava a polêmica a respeito da declaração do pai, o presidente Jair Bolsonaro (PSL), de que pegou os áudios da portaria “antes que tentassem adulterar”.

“Quem está apelando contra o presidente é a Rede Globo. Fez uma canalhice, uma matéria de 15 minutos expondo o presidente, tentando ligá-lo à morte da Marielle, com base em um fato que eles sabem que não é verdade, que naquele dia ele estava aqui em Brasília. A Globo é que tem que se explicar, não é só o presidente não. O presidente não tem direito só de se foder não, tem direito de se defender”, declarou – pedindo desculpas em seguida pelo palavrão.

O deputado participou, neste domingo (03/11/2019), da “Marcha da Família contra as Drogas”, na Esplanada dos Ministérios.

Caso Marielle
Nesta semana, uma reportagem do Jornal Nacional contou que um porteiro do condomínio onde o presidente tem casa no Rio de Janeiro disse que o policial militar Élcio Queiroz, um dos suspeitos da morte da vereadora Marielle Franco (PSol), teria ido ao local no dia do assassinato e informou na portaria que iria à casa de Bolsonaro.

Ainda de acordo com o porteiro, Élcio seguiu, contudo, à casa de Ronnie Lessa, apontado como o autor dos disparos que atingiram Marielle. Ex-policial, Ronnie mora no mesmo condomínio.

Aos investigadores, o porteiro disse que ligou para a casa de Bolsonaro e que o “seu Jair” teria autorizado a entrada de Élcio. A própria reportagem menciona que o então deputado federal estava em Brasília na data e inclusive participou de votações.

Após a veiculação da reportagem, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente, divulgou imagens e áudios contestando a versão do porteiro e afirmando que a ligação sobre a autorização não foi para a casa do presidente.

Após a divulgação da matéria, as promotoras do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) que atuam no caso disseram que o porteiro mentiu e que um áudio provaria que foi Ronnie quem autorizou a entrada de Élcio. Documento revelado pela Folha de S.Paulo, contudo, mostra que o MP não avaliou a possibilidade de adulteração dos arquivos de áudio que embasaram o posicionamento.

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