Vítimas da máfia das próteses procuram delegacia para denunciar fraudes

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Pacientes que receberam atendimento no Hospital Home compareceram na manhã desta segunda-feira (5/9) à Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Deco) para relatar casos de maus atendimentos prestados pelos médicos que trabalham na clínica, citada na operação Mister Hyde. O número de vítimas é tão grande que os agentes da Deco estão orientando os pacientes à realizarem um cadastro para serem ouvidos posteriormente.

O vigilante Amarildo de Castro, 45 anos, passou por duas cirurgias no joelho no hospital Home com o médico José Humberto e reclama das complicações pos-cirúrgicas. O vigilante realizou um procedimento no dia 26 de janeiro e dois meses depois precisou repetir a intervenção. Após realizada as operações, foi solicitada cinco aplicações de um remédio no valor de R$ 2 mil. “Fiz tudo que me foi pedido e não apresentei nenhuma melhora, então comecei a suspeitar”, conta.
Amarildo procurou o hospital Anchieta para ter uma segunda opinião e o procedimento realizado pelo Home foi criticado. “Tive que passar por mais três cirurgias pra corrigir o erro. Pelo menos agora me sinto melhor”, afirma. Ele relata que até perdeu o emprego por ter se afastado muito tempo do cargo. “Pelo menos agora tudo está esclarecido, vou correr atrás dos meus direitos”, promete.

 

Uma jovem de 27 anos, que preferiu não se identificar, também relata um mau procedimento realizado pelo médico Henry Greidinger Campos, outro investigado na operação. De acordo com a vítima, foi solicitado pelo médico a realização de uma cirurgia em 2011, para implantar três parafusos no joelho direito.

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Entretanto, somente em 2015, a paciente descobriu que apenas um dos parafusos tinha sido colocado. “Tentei retornar várias vezes ao médico, mas ele nunca estava disponível para me atender. Aí quando mudei de hospital, descobri o que estava errado. Sempre senti dor na perna, realizei a operação para corrigir o problema e acabou intensificando”, afirma.

 

A jovem conta que teve que parar de trabalhar e estudar por conta do procedimento e só descobriu o erro quatro anos depois, quando teve de realizar outra cirurgia para tentar corrigir o problema. “Agora tenho que fazer um preenchimento todo ano no osso do meu joelho. Vou levar as sequelas pro resto da vida”, desabafa. Até mesmo o parafuso implantado pelo médico foi de forma errada: a cabeça do objeto está dentro do osso e a ponta está na carne. “Meu atual médico disse que não pode remover o parafuso, porque posso ter complicações ainda maiores”, lamenta.

FONTE; Correioweb

publicado; 05/09/2016 as 16:46

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